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A Decanter teve, mais uma vez, um vinho classificado entre os Top Ten da Expovinis. O premiado, agora, foi o espumante Ferrari Perlè 2002, escolhido como o melhor Espumante Importado da Expovinis 2010.

A vitória tem respaldo: o Ferrari Perlè 2002 é um espumante maduro, elaborado 100% com a casta Chardonnay. Ele passa mais de quatro anos em contato com as lias finas, antes do dégorgement. O resultado é um espumante envolvente, elegante, mineral, cremoso e muito gastronômico, que também foi premiado com os “tre bicchieri” na edição de 2008 do respeitado guia italiano Gambero Rosso.

Ferrari é um grande nome, na Itália, não só na Formula 1, mas também quando o assunto são espumantes. A vinícola tem um século de tradição na produção da bebida pelo método clássico. A casa foi fundada por Giullio Ferrari, em 1902. Apaixonado pela região do Trento, esse italiano acreditou que sua terra natal seria capaz de produzir uvas que, por sua vez, gerariam espumantes grandiosos. Ele não estava enganado. Ferrari virou sinônimo de elegância e bom gosto. Não só na Itália, mas em todo o mundo. E, desde 1952, a casa é conduzida com grande profissionalismo pela família Lunelli.


A Decanter importa sete rótulos Ferrari para o Brasil. A começar pela clássica Ferrari Maximum Brut, nas versões 375 ml, 750 ml e 1.500 ml. Um brut sans année, que matura por três anos sobre as lias, na garrafa. A linha inclui a Ferrari Demi Séc, a Ferrari Rosé e a festejada Giulio Ferrari Riserva del Fondatore, agora na safra 1999.


A Giulio Ferrari honra o nome do fundador. Ela amadurece por 10 anos sobre as lias, antes do dégorgement. Nenhum outro vinho, quer seja ele espumante, branco ou tinto, recebeu mais premiações, dentro da Itália, do que a Giulio Ferrari. Só no Gambero Rosso, foram 18 tree bicchieri. A Giulio conquistou também notas máximas no guia Veronelli, no Bere Bene Spumante e no Guida L’Espresso. E, por três vezes arrematou o Oscar del Vino do Duemilavini.


A Ferrari tem uma história de sucesso, premiada pelo mundo. E agora, acumula mais essa premiação, como o melhor espumante importado no Top Ten da Expovinis 2010.

Conheça os produtos Ferrari no site: http://www.decanter.com.br/Vitrine/Busca/busca.aspx?gravaBusca=1&strBusca=ferrari

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Clique no link abaixo e confira as notícias do mês na Decanter!

http://www.lojadecanter.com.br/nl_maio/nl_maio.htm

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Para darmos as boas vindas, convidamos todos a desfrutar de um brilhante texto do Sommelier Guilherme Corrêa sobre um assunto clássico: Queijos & Vinhos!
Não poderia ser melhor!

"Um copo de vinho, uma fatia de queijo e um pedaço de pão, a santíssima trindade dos gastrônomos há séculos!
Embora os sommeliers - profissionais que têm como objeto de estudo as harmonizações entre vinhos e alimentos - venham há anos divulgando que o casamento entre a bebida de Baco e os queijos é muito mais difícil do que parece, e até mesmo os degustadores não-profissionais mais atentos já perceberam que seus vinhos favoritos muitas vezes são arruinados pelo confronto com os sabores dos queijos, somente agora a mais tradicional das compatibilizações está sendo questionada em âmbito geral.
Parece que a recente pesquisa liderada pelo Dr. Hildegard Heymann na influente Universidade de Davis da Califórnia deu força para as relativizações que têm aparecido por toda parte, afinal, é da nossa índole esperar que a ciência nos corrobore o que já sentimos há muito tempo. Nestes testes empregou-se o rigor científico, e um time de oito degustadores profissionais teve que degustar oito tipos de queijos diferentes com vinhos de uvas tintas diferentes. O resultado foi que, em quase todos os casos, os queijos mascararam os aromas e sabores dos vinhos, alterando completamente a percepção do seu equilíbrio, tornando-os mais duros e finalmente impossibilitando a sua identificação às cegas.
Senti-me um pouco vingado, pois após levantar durante vários anos a bandeira de que não existe nada pior para um bom vinho tinto do que uma fatídica “tábua de queijos sortida” e ter minha opinião taxada como “de especialista” com sorriso cruel e segregacionista, começaremos finalmente a perceber que este casamento não é um mar de rosas.
De todas as tipologias enológicas, a que mais sofre perante aos queijos é justamente a mais admirada e consumida no moderno mundo do vinho, a dos tintos encorpados. Isto porque os taninos não encontram no palato suculência ou untuosidade necessárias deixadas pelos queijos após sua deglutição, sensações estas que viriam a amortecer o impacto de dureza do vinho na boca. Pior ainda é quando os taninos encontram o sabor residual dos queijos inoculados com mofo, branco ou azul, e sua interação gusto-olfativa nos dá a sensação de estarmos lambendo um armário mofado.
Um dos poucos queijos que conversam amigavelmente com os tintos encorpados é o italiano Grana Padano, pois a sua mastigação gera uma intensa “suculência induzida”, enxugando bem os taninos. Não é à toa também que tenha êxito a harmonização clássica francesa do Camembert ou Brie com os vinhos de Beaujolais, tintos vinificados segundo a técnica da maceração carbônica e que por isso apresentam pouquíssima tanicidade.
Tintos de média estrutura e macios logram mais sucesso do que os robustos pelos mesmos motivos, e podem ser agradáveis com queijos de sabor mais discreto, de massa semi-cozida e semi-dura, como o Emmental ou o Gruyère.
Por outro lado, as tipologias que mais se adequam às harmonizações com os queijos, de um modo geral, são a dos vinhos brancos e dos vinhos de sobremesa e fortificados. Dos Sauvignon Blanc com queijos frescos de cabra, passando pelos brancos frescos sem carvalho com mozzarella de búfala e chegando aos brancos barricados tipo Chardonnay e brancos ricos e untuosos como os alsacianos com queijos intensos em sabor, de média cura, cremosos, como a Fontina, o Munster e o Reblochon, os vinhos brancos derrubam o trono dos tintos ao lado dos queijos. O equilíbrio dos brancos regido pela acidez estimula a salivação e a conseqüente emulsão das gorduras dos laticínios, que forram o palato.
Os vinhos de sobremesa e os fortificados, brancos ou tintos, pelo equilíbrio amplamente voltado para a maciez e doçura, casam muito bem com os queijos de veios azuis, sejam de ovelha como o Roquefort ou de vaca como o Gorgonzola. Para estes queijos salgados e pungentes os vinhos botrytisados como os Sauternes ou um fortificado como o Porto são gloriosos, limpando a boca, amortecendo e carregando bem os sabores. Eles também sustentam bem os queijos sápidos de massa dura bastante curados, como o Pecorino (Vin Santo Toscano) e o Parmigiano Reggiano (Recioto della Valpolicella, Porto 20 Anos ou Jerez Amontillado).
Concordo que a separação não seja o melhor caminho para este casamento badalado, pois algumas noites continuam memoráveis, mas que uma avaliação completa do relacionamento valeria à pena, não resta dúvidas."

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